quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Diário de uma nova vida

Nome: Diário de uma nova vida.
Shipper: (X) Seddie ( ) Jathan
Sinopse: 
Depois de seus pais terem morrido drasticamente em um acidente de carro, Sam terá que se mudar para Seattle, já que não tem família em Washington. Sam escreve tudo o que acontece com ela em seu pequeno diário que ela o guarda como se fosse um tesouro. Ela odeia essa ideia de ir para um lugar longe de Washington, mas vê um único lado bom que é conhecer sua amiga virtual Carly pessoalmente. Depois de sua mudança para Seattle, sua vida muda totalmente, e ela que não acreditava no amor, irá descobrir como é se sentir apaixonada.
Autora: Antônia Beatriz [minha Bia], com ajuda da Julyeta/Diandra → eu. 
Link da cmm onde está sendo postada: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=100312440&tid=5691197822334475892


POV SAM: Querido diário, Já fazem algumas semanas desde que meus pais morreram em um acidente de carro, e como eu e minha irmã não temos familiares aqui em Washington teremos que nos mudar para Seattle e morar com a nossa tia Lucy. Vou confessar que a dor em meu coração vem sumindo aos poucos, bem pouco mesmo, ás vezes me encontro a chorar no meio da noite jogada no chão frio do banheiro fazendo coisas de que não me orgulho. Enquanto a dor do meu coração vinha sumindo, outra chegava em se lugar, a dor em meus pulsos, e o que mais me doía era que eu mesma a provocava. Era disso que eu me referia de não me orgulhar, mas eu não consigo fazer nada para mudar essa situação, juro que não queria me mutilar, mas isso foi mais forte do que eu. Mas, pelo menos o único lado bom de
ir para um lugar mais de 3000 quilômetros daqui é eu conhecer pessoalmente a Carly, ela é minha amiga virtual á 1 ano e alguns meses. Nunca pudemos nos conhecer antes por causa da distância e também porque eu nunca
contei para meus pais sobre a existência dela. A mãe da Carly tinha morrido quando ela tinha 7 meses de idade, o pai dela trabalha na Marinha, e sempre viaja e o seu irmão Spencer nunca está á toa, ele é escultor, então ás vezes
ele está esculpindo, comprando materiais para suas esculturas, na casa do seu amigo Meião (sim, Meião) ou fazendo coisas do cotidiano, mais alguns motivos por que não nos conhecemos.
- SAAAAM ! – Escutei a voz enjoada da minha cópia patricinha me gritando. 
- QUIÉ? – Respondi gritando também, quase no mesmo tom. 
Escutei alguns passos subindo a escada e depois o barulho da porta se abrindo, olhei para porta e era a Melanie, minha gêmea. 
- Olha só patricinha, eu já disse que é para bater na porta
antes de entrar. 
- Se eu batesse na porta você correria e a trancaria 
- Exatamente. - Fechei meu diário e me levantei da cama colocando-o em cima da mala para não esquecê-lo. 
- Ah Sam, para de graça, se anime! Vamos logo, o táxi já
chegou para nos levar ao aeroporto. Tomara que cheguemos a Seattle logo! 
- Porque ela está tão animadinha? – pensei enquanto pegava minhas malas. 
Desci as escadas vagarosamente, sem um pingo de animação e com uma cara pior do que...espera, não tinha nada pior do que a minha cara
naquele momento. Melanie me encarou por alguns segundos. 
- Sam! Porque essa cara? Se anime, nós vamos nos mudar! 
- Como você pode estar tão animada? Mamãe e papai morreram faz algumas semanas, como você acha que eu estou me sentindo, em, pote de purpurina?
Melanie fez aquela cara de cachorro abandonado que mamãe e papai nunca resistiam, mas comigo aquilo não funcionava. Ela foi em direção a porta para pegar o táxi e eu fiz o mesmo. Antes de fechar a porta eu dei uma última olhada na casa, me relembrando de tudo, todos os momentos que passei naquela casa, os piores e os melhores, suspirei e tranquei a porta. Fui em direção ao táxi, coloquei minhas malas no porta-malas, peguei meu diário, fechei o porta-malas, e mais um suspiro. Entrei no banco de traz do táxi, Melanie me encarava, olhei para a janela, observando a paisagem de Washington. Passaram-se alguns minutos e o motorista tentou puxar assunto comigo, já que Melanie pegou no sono. 
- Vocês são gêmeas né? – O que eu tive vontade na hora era de falar: NÃO, IMAGINA, ELA É UM ET QUE SE DISFARÇA DE MINHA IRMÃ GÊMEA. Mas minha tristeza não me permitiu responder. 
Ele parece que compreendeu meu silêncio e dentro de alguns minutos ele falou: 
- Chegamos. – Nesse instante olhei para o lado de fora, e lá estava "Washington Dulles International Airport” acordei Melanie, dei o dinheiro ao motorista, peguei minhas malas, Melanie fez o mesmo com as delas e fomos em direção ao aeroporto. Chegando lá fizemos o check-in e pegamos o avião com direção á Seattle.
Quando me dei conta, Melanie estava me acordando para irmos encontrar a nossa tia Lucy. Peguei no sono e nem percebi, mas chegamos em Seattle, finalmente. – pensei. 
Saímos do avião, fazia frio lá fora. E eu pensei “Droga, meu casaco ficou dentro da
minha mala
”. Quando pegamos nossas malas, a primeira coisa que eu fiz foi pegar meu casaco, óbvio, e colocar meu querido diário dentro dela. Peguei meu celular e mandei uma mensagem para Carly: 

Já cheguei á Seattle, estou no aeroporto pegando minhas malas do lado da chata da minha irmã, espero te ver hoje. Beijos, Sam.

Depois de mandar a mensagem, continuei a andar, seguindo Melanie, ela conhecia esse aeroporto, ela já viajou uma vez para a casa da tia Lucy, eu não quis vir. Quando estávamos indo nos encontrar com a tia Lucy, eu escutei um grito: 
- MELANIE! SAMATHA! – Olhei, era a tia Lucy, eu sabia que era ela por causa de uma foto que eu havia visto dela com a minha mãe quando eram mais jovens. Melanie saiu correndo para abraçar tia Lucy e seu marido, Greg. Eu vinha praticamente do mesmo jeito que descia a escada da minha antiga casa, totalmente desanimada. Abracei tia Lucy e seu marido dando um sorriso meio que forçado, mas com um sorriso todos
acreditam que você esteja bem, portanto, eles também acreditaram.
- Então meninas... como foi a viajem para cá? – Tia Lucy tentava puxar assunto com a gente enquanto estávamos saindo do aeroporto em direção ao carro. 
- Foi ótima, tia ! Foi ótimo termos viajado de manhã, pudemos ver tudo, a paisagem era linda! – Melanie falava com aquele tom de voz enjoativo dela, eu continuava em silêncio. – Quer dizer, eu pude ver tudo, Sam dormiu a viajem inteira. 
- Sério Sam? – Tia Lucy tentava insanamente puxar assunto comigo. Quando iria responder meu celular vibrou, somente fiz um “uhum”. Olhei na tela do meu celular e era uma mensagem da Carly! 

 Ai meu Deus! Nem acredito que você está aqui minha loira linda *-* que tal passar aqui em casa ás 15:30? Vou te mandar o meu endereço na outra mensagem, Beijinhos, Carly.

Logo recebi o endereço da Carly e percebi que ficava á algumas ruas perto da casa da tia Lucy, Greg pegou as minhas malas e as da Melanie e botou-as no porta-malas, eu entrava dentro do carro respondendo a mensagem da Carly. 
- Não se cansa desse celular não, Sam? 
- Não me enche Mel. – Continuei a escrever a mensagem. 

Nem eu acredito minha morena fatal, haha ;3 Passo sim, vou morar a algumas ruas daí, bem pertinho. Vai ter que me aturar em, rs, Beijos, Samatha.
Como eu enjoava fácil em viagens longas de carro, decidi dormir, seriam 30 minutos até chegar lá. 
Acordei com o barulho da porta batendo. 
- Te acordei Sam? Desculpas – Melanie disse num tom irônico, sorriu e começou a caminhar em direção ao nosso novo lar. 
- Sam? Chegamos. – Greg falou enquanto abria a porta do carro para mim. Eu saí do carro, me espreguicei e fui em direção á minha nova casa, á minha nova vida. O jardim da casa era impecável. Entrei dentro da casa e percebi que era linda, observando cada canto da casa pensei “Ai meu Deus”. Logo senti falta do meu diário. 
- Tia Lucy, onde estão minhas malas? – O que aconteceu comigo? Falando certinho Sam? E educadamente? Já estou sofrendo os efeitos de Seattle? – pensei e dei um sorriso. 
- Estão lá em
cima, no seu quarto. Segunda porta á direita ... O que houve? – Ela percebeu meu riso.
- Nada não tia,
só me perdi em meus pensamentos.
- huum, Sam apaixonada? – rimos juntas. 
- Tia, a senhora é bem mais legal do que eu imaginava. – SAM, O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM
VOCÊ? 
- Senhora? Não sou sua avó menina – rimos novamente – e deixa esse tia pra lá, pode me chamar só de Lucy, ou de Lu, como você preferir. E como você pensava que eu era, menina? Pensou que eu sou daquelas tias que matam os pais da garotinha pra ficar com a herança dela como nos filmes? – eu dei um sorriso e subi para o meu quarto.
 Chegando lá, tinha uma pequena plaquinha escrita “Samatha” na porta, dei um sorriso, abri a porta e adivinhe com quem eu me deparei? Sim, a insuportável da minha irmã. 
- O que você está fazendo no meu quarto, Melanie?– Observei o quarto e percebi que minhas malas estavam abertas, e o meu diário na mão dela. – VOCÊ É MALUCA? QUEM PERMITIU VOCÊ MEXER NAS MINHAS COISAS? – Alterei totalmente meu tom de voz quando a vi com o meu diário em suas mãos, meu diário era meu tesouro, meu diário era minha vida, tudo sobre mim estava nele, desde os segredos mais fracos até os que ninguém podia saber. 
- Calma, Sam, só queria arrumar suas coisas, quando você chegasse encontraria tudo arrumadinho, e porque você não me contou que passou essa dor no peito para os pulsos? – Além de ela mexer nas minhas coisas e ficar com os meus diários em suas mãos ... ELA LEU? E descobriu um dos meus maiores segredos. 
- MELANIE, SAI DO MEU QUARTO AGORA! - Falei enquanto apontava para a porta. Ela jogou meu diário em cima da cama e saiu correndo do meu quarto. Eu estava fervendo de raiva, e ao mesmo tempo, a tristeza também habitava em mim. Entrei no meu banheiro, sim, meu novo quarto também tinha banheiro, odeio dividir banheiro com outras pessoas, ainda mais a Melanie que deixava suas coisinhas rosinhas por lá quando nós dividíamos o banheiro na nossa antiga casa. Tranquei a porta do banheiro, encostei-me à parede e me deixei escorregar naquela parede fria, já sentada no chão, não resisti, só chorava. - Por que aquilo tinha que acontecer comigo? Por que meus pais tinham que morrer? Por que eu tinha que me mudar para Seattle? Por que eu tinha que me cortar? Por que a Melanie tinha que ler meu diário e descobrir meu segredo? Tantas perguntas rodeavam minha cabeça naquele instante. – Pensava nisso enquanto procurava desesperadamente pelo o que eu pensava ser minha salvação, a lâmina. Senti meu celular vibrar, deveria ser uma mensagem da Carly, olhei no relógio e eram 12h40min. Levantei daquele chão frio, lavei meu rosto, peguei meu celular que estava em meu bolso do casaco, olhei para a tela dele e sim, era uma mensagem da Carly, dei um pequeno sorriso que se desmanchou em questão de segundos, a felicidade ainda não conseguia ocupar o lugar da tristeza. Olhei a mensagem da Carly:

Estou tããão feliz que você vai vir pra cá e finalmente vamos nos conhecer *-* Que ótimo que você vai morar pertinho de mim, te aturar? Óbvio que sim, né. Haha. Beijos, Carly.

Olhei para o meu reflexo no espelho, dei um leve sorriso, parecia que estava treinando para quando descer as escadas e me encontrar com a tia, opa, a Lucy. 
Desci as escadas e senti um cheirinho de comida fresquinha. A comida da Lucy tinha realmente um cheiro bom, e esse era o ponto fraco de Samantha Puckett, a comida.
Eu descia as escadas como alguém que não comia há anos. Escutei alguns passos vindos na minha direção.
- Sam? – Lucy disse da ponta da escada – Sam, querida, pensei que estava dormindo, mas eu já ia te chamar para almoçar. – Sorri repentinamente e fomos andando até a cozinha. Observei a casa, e por um instante pensei “Cadê a Melanie?”. 
- Tia... – ela virou e me encarou, logo pensei “o que eu fiz meu Deus?” – quer dizer, Lucy.. – ela sorriu – Cadê a Mel e o Greg? 
- Eles foram no mercadinho que tem aqui perto para comprar refrigerante – fiz um “ah” baixinho – Espera, Samantha Puckett se preocupando com a sua irmã? Seattle já está te mudando? – nós duas rimos. 
- Pois é Lucy, é o poder de Seattle – Levantei as sobrancelhas e dei um sorriso. – rimos novamente. 
- Então Sam, me ajuda na sobremesa? 
- Pode ser tia. 
- Pegue os morangos que estão ali na bancada do lado do bolo, corte-os e decore o bolo. Tem chantilly do lado dos morangos também, se quiser. – Lucy falava enquanto cortava os legumes e deu um leve sorriso quando terminou de me falar o que deveria fazer, eu retribui o sorriso e fui em direção á bancada e comecei a decorar o bolo.

POV Carly. 

Ai meu Deus ! Nem acredito que é hoje, hoje que eu e a Sam vamos nos conhecer pessoalmente! E a partir de hoje poderemos nos ver todos os dias, ela se mudou aqui para Seattle e já combinamos dela vir aqui em casa, somos nada apressadas. k. É que depois desses meses sem nunca poder ver ela pessoalmente, nunca senti tanta necessidade de conhecê-la, talvez seja porque estamos tão perto! Eu ainda não sei o motivo de ela se mudar aqui para Seattle, só sei que ela e a irmã dela vão morar na casa de uma tia delas, Lucy. – Eu me perdia em meus pensamentos enquanto arrumava a sala – ding, dong – Alguém tocou a campainha“OMG, será que é ela? Mas ainda ta tão cedo!” – pensei – Olhei pelo olho mágico, mas era apenas o meu melhor amigo, Freddie. Abri a porta e deixer ele entrar.
- E aí Carlynha? – Carlynha? Nossa...primeira vez que ele me chama assim nesses 7 anos de amizade. Nos conhecemos desde quando o Freddie se mudou para cá. Sua mãe e o meu irmão ás vezes conversavam então na festa de 9 anos do Freddie, a mãe dele nos convidou para irmos, foi nessa festa que começamos nossa amizade.
- E aí Fredduardo – Eu falava enquanto terminava de arrumar a sala. Queria deixar tudo perfeito para quando a Sam chegasse. 
- Hoje tem visita? – Ele falava enquanto fechava a porta e sentava-se no sofá com o seu notebook nos braços. Olhei no relógio e já eram 14h57min. 
- É que uma amiga minha vai vir aqui em casa hoje pela primeira vez, é a primeira vez que vamos nos ver. – Falei enquanto sentava-me do seu lado no sofá. 
- Sam? 
- Ela mesma, acho que já te falei dela né? 
- Claro que sim né Carly, sou seu melhor amigo, eu sei de tudo sobre você. – Ele me deu língua, eu apenas sorri porque era verdade. – Ela vai vir te visitar? 
- Mais ou menos isso...É que ela vai morar aqui em Seattle com a tia dela, o motivo eu ainda não sei. Mas ela vai aproveitar para passar aqui em casa hoje. 
- Ah ta... – O nerd falava em tom baixinho enquanto mexia no seu notbook. 
- O que você está fazendo que nem ta me dando atenção, em senhor Benson? 
- Só estou procurando uns vídeos no youtube, olha esse – Ele virou o notbook para mim – o vídeo de um cara dançando e caindo no meio da festa – Quando ele terminou de falar, o homem caiu, foi hilário, rimos juntos e ficamos na sala conversando e vendo esses tipos de vídeos. 

POV Sam



Eram 15:03, eu já tinha almoçado e tinha acabado de tomar banho, estava penteando meus longos cachos loiros quando ouvi meu celular vibrar, ele estava em cima da minha cama, olhei para a tela e era uma mensagem da Carly. 

Hey loirinha! Espero que não se atrase em :p Beijos, Carly. 

Claro que não, acho que vou chegar até mais cedo :p Beijos, Sam.
Terminei de me arrumar, peguei meu celular e minhas pulseiras, desci as escadas. 

- Tia Lucy! Eu vou à casa de uma amiga minha, ok? 
- Ok Sam, não demore a voltar. – Quando ela falou isso eu já estava na rua a caminhar em direção da casa da Carly. Passaram-se alguns minutos e eu já estava no prédio dela, peguei o elevador e subi até o seu andar. A porta do elevador abriu-se, eu respirei fundo e comecei a procurar o apartamento “8-C, 8-C, 8-C” fiquei pensando enquanto olhava para todos aqueles apartamentos até que achei o 8-C, “finalmente”- pensei e toquei a campainha.

POV Carly



Freddie ainda estava lá em casa, olhei no relógio e eram 15:37, Sam ainda não havia chego.
- Quer chá gelado Freddie? – Falei enquanto levantava da cadeira do meu computador indo em direção á geladeira. Freddie não desgrudava de seu notebook. 
- Quero sim Carly. – Peguei dois copos e o chá gelado na geladeira, coloquei um pouco de chá em cada copo. A campainha tocou. Fui em direção á porta, quando olhei no olho mágico era... 
- A SAM!

POV Sam

- A SAM! – Escutei uma voz gritando meu nome de lá de dentro e em seguida a pessoa a quem pertencia a voz abriu a porta. 
- CARLY! – Eu gritei imitando sua voz falando meu nome. Nós duas rimos e em seguida nos abraçamos. 
- Nossa Sam, você é muito diferente do que eu imaginava!
- E você muito mais patricinha! - Nós rimos novamente.
- Entra! – Ela disse meio que ficando de lado para eu entrar. Eu entrei e me deparei com um garoto que mexia em seu notebook se levantando para vir me cumprimentar. 
- Sam, né? - Acho que a Carly já disse, quer dizer, gritou quem eu sou. – Dei um sorriso bobo e ele retribuiu, Carly nos deu língua. 
- Sou Freddie. – Ele falou enquanto apertava minha mão. Eu encarava aqueles lindos olhos cor de chocolate. Dei novamente um sorriso bobo - "Sam, que sorriso bobo é esse?" "Será amor a primeira vista?" "Não!" "Para com isso Samantha Puckett" "Amor não existe, ainda mais a primeira vista!" - Pensei nisso e muito mais enquanto apertava sua mão.
- Você não me falou que tinha um irmão Carly! – Falei qualquer coisa me virando para Carly tentando interromper o meu “hipnotismo”. 
- Ele não é meu irmão Sam, é meu melhor amigo. 
- Ah ta. – Nós rimos. 
- Quer chá gelado Sam? 
- Quero sim moreninha. 
- Pode se sentar aí no sofá se quiser. – Eu disse um “ok” baixinho enquanto me sentava o mais longe possível do Freddie, ele estava causando um efeito em mim sem explicação e mesmo longe não conseguia parar de encarar ele mexendo em seu notebook. 
- Aqui seu chá Sam. – Carly disse me entregando um copo, e eu saí daquele transe. Passei o dia na casa da Carly, nós assistimos filmes, tiramos fotos, rimos até nossa barriga doer, mas qualquer coisa que eu fazia não me impedia de pensar...nele. No garoto que eu havia conhecido na casa da Carly, que é o melhor amigo dela, e que me causou um efeito inexplicável.

POV Freddie



Eu estava na casa da Carly, alguém tocou a campainha, eu nem me importei, estava prestando atenção no meu notbook. 
- A SAM! – Carly gritou abrindo a porta. 
- CARLY! – A loira gritou imitando a voz da Carly, eu segurei-me para não rir e fui me levantando para cumprimentá-la. 
- Sou Freddie – Falei enquanto apertava sua mão e percebi que ela me encarava meus olhos de um jeito que acabei me perdendo naquela imensidão azul dos seus olhos. 
- Você não me falou que tinha um irmão Carly! – Ela falou virando para Carly. - Ufa - Pensei, se ficasse só mais um minuto encarando-a iria beijá-la, ela causou algum efeito em mim.
- Ele não é meu irmão Sam, é meu melhor amigo. 
- Ah ta. – Carly e Sam riram, eu só ficava no meu notbook, ainda mais depois de me perder naqueles lindos olhos da Sam, sentia que se olhasse somente uma vez ficaria hipnotizado. 
- Quer chá gelado Sam? – Carly falou indo em direção á cozinha. 
- Quero sim moreninha. 
Enquanto Carly pegava o chá para a Sam eu percebi que a loira não tirava os olhos de mim, dei um pequeno sorriso, então decidi correr o risco de falar com ela e me hipnotizar, quando iria olhar para ela, Carly chegou com o chá. – Droga Carly! – Pensei e dei uma pequena risada encarando o notebook.

POV Sam.



Já são 23:30, e eu estou aqui deitada na cama do meu quarto encarando o teto, pensando sobre a minha vida e sobre o meu primeiro dia em Seattle. Peguei o meu diário e comecei a escrever.


Querido diário,
Aqui estou eu, encarando o teto e tentando
escrever algo. Eu já estou aqui em Seattle, a cidade é bem bonita e divertida, tirando
o fato que a Melanie leu você e descobriu meu segredo, infelizmente. Hoje eu
fui á casa da Carly, foi realmente divertido e um tanto hipnótico. Quando
cheguei na casa da Carly tinha um garoto sentado no sofá, vou confessar que ele
realmente me chamou atenção, quando ele veio me cumprimentar eu não sei o que
houve, só sei que pela primeira vez meu coração bateu mais forte quando eu
olhei para aqueles olhos cor de chocolate, meu mundo paralisou, parecia que só
havia nós dois ali. Eu acho que estou começando a acreditar no amor.



Fechei meu diário e me deitei para dormir.





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